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HOJE ALGUMAS FRASES ME DEFINEM: Clarice Lispector "Os contos de fadas são assim. Uma manhã, a gente acorda. E diz: "Era só um conto de fadas"... Mas no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida." Antoine de Saint-Exupéry. Contando Histórias e restaurando Almas."Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa

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terça-feira, 8 de junho de 2010

Histórias para Heitor

Contar uma história Contar uma história a um bebê ou cantar-lhe uma canção faz parte, geralmente, da rotina do ir para a cama. Se a criança está ansiosa ou muito agitada, a história ou a canção fazem com que se acalme, transportando-a para o mundo do sonho.Quando e como começar a contar histórias. As histórias são geralmente contadas à noite, para que a criança se acalme e aprenda a desenvolver a sua imaginação. No entanto, mesmo que não se mostre agitada, contar uma história é sempre uma boa atividade, uma vez que não exige qualquer participação ativa da parte do bebê. Mas há variados momentos indicados para contar histórias e você deve aproveitá-los, uma vez que é aconselhável colocar o seu filho em contato com a escrita, o mais cedo possível. Esta atitude trar-lhe-á gosto pelos livros e prazer na leitura.
Uma utilização mais assídua dos livros para contar uma história supõe que o bebê já saiba o que significa imaginar, ou seja, já consiga concretizar as ideias em objetos, desempenhando os pais, neste aspecto, uma função muito importante. Aos oito meses de vida o bebê já consegue entender a designação dos objetos. É sempre preferível partir do objeto concreto antes de utilizar o desenho. O melhor será começar pelo próprio corpo do bebê. Os pais poderão pegar na mão da criança e dizer: «É a tua mão», e depois: «Esta é a minha mão, a mão da mamãe (ou do papai). A seguir, deverão pegar numa boneca e dizer: «Esta mão é da boneca. Mostra-me a mão da boneca». Após este exercício, poderá escolher um objeto familiar ao seu bebê para dizer o mesmo tipo de frases. Só então deverá começar a mostrar-lhe desenhos e explicar-lhe os nomes dos objetos neles representados. Até que o bebê consiga apontar com o dedo o desenho de um determinado objeto que lhe pediram para apontar, pode demorar vários meses. É aconselhável ter-se muita paciência e no dia em que o bebê conseguir apontar corretamente um objeto representado num desenho, poderá começar a contar-lhe e a oferecer-lhe livros de histórias enquanto ele vê as imagens e os folheia.O interesse das histórias.
As histórias desenvolvem o vocabulário da criança, ao mesmo tempo que alimentam a sua imaginação. Levam o bebê a seguir um pensamento lógico, em que determinadas ações têm um desfecho esperado ou surpreendente. Mas as histórias proporcionam ainda mais do que isso ao bebê: enquanto despertam a sua inteligência e a sua imaginação, ajudam-no a ver mais claro dentro de si próprio. Há personagens de determinadas aventuras nas quais a criança se reconhece, as histórias permitem-lhe imaginar soluções possíveis para os seus medos e os seus conflitos interiores, fazendo com que se sinta mais confiante, uma vez que não é a única pessoa naquela situação. Nos contos em que as boas personagens são realmente boas e as más realmente más, a criança sente-se feliz porque os bons triunfam. A sua visão de um mundo justo começa a ter força.O que contar.Existem muitas coleções de livros de contos ou de histórias para os bebês. Os funcionários das livrarias poderão aconselhá-la sobre os melhores livros para a criança. Os contos tradicionais (O Chapeuzinho Vermelho, a Branca de Neve, etc.) têm sempre grande êxito junto das crianças, mas há também boas histórias de diferentes partes do mundo que podem ser contadas. As histórias mais recentes são igualmente apreciadas pelas crianças. Os bebês gostam muito de histórias de animais com os seus filhotes, com os quais se identificam. Os contos com crianças pequenas são também aconselhados, uma vez que fazem o bebê sentir-se menos só: também as outras crianças fazem asneiras, têm dificuldades e se sentem incompreendidas. Se fizer parte daquele grupo de pessoas capazes de inventar histórias, o seu bebê apreciá-las-á muito mais, pois esse tipo de contos tem a vantagem de ser mais pessoal e o bebê pode identificar-se ainda mais com as aventuras.Como ler uma história As crianças gostam e frequentemente “vivem” a história. É necessário utilizar todos as entoações possíveis, como no teatro, para que o bebê vibre, espere, tenha medo, se sinta emocionado, preocupado ou divertido. Convêm que o bebê se surpreenda com os eventos para que sinta o alívio de um final feliz. Caso o texto seja um pouco complexo, nunca deverá hesitar em adaptá-lo de forma a que seja melhor compreendido pelo bebê. Pode mudar-se uma palavra, tudo isso faz parte da sua liberdade e criatividade. Quando gostam muito de uma determinada história, as crianças adoram ouvi-la várias vezes, chegando mesmo a decorar algumas passagens. Caso você sinta que o bebê gostou de um conto, não deve ter receio de o repetir porque ele vai vibrar de cada vez que o ouvir como se fosse a primeira vez. É aconselhável que o bebê tenha acesso aos livros mesmo quando está sozinho, uma vez que pode ter prazer em folheá-los e em contar as histórias que conhece bem, para si mesmo. Os livros serão, no início, rasgados e desenhados, mas, com o tempo, poderá ensinar o seu bebê a respeitá-los e a guardá-los com carinho.
As canções As crianças pequenas adoram que alguém cante para elas. Gostam que as façam saltar nos joelhos ao ritmo da música ou de serem embaladas enquanto a escutam. Caso não conheça canções, pode sempre pedir aos seus próprios pais (avós do bebê) que lhe ensinem algumas. Os avós conhecem muitas canções e as melhores são as que são acompanhadas sempre com os mesmos gestos. Por outro lado não pode esquecer-se que o que o bebê mais aprecia é a alegria que, através de uma canção, partilha consigo.

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